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São Paulo cresceu... Agora nosso dever é cuidar da cidade
Por Wellington Alves
A frase acima, dita pela professora Madalena Pedroso, foi o mote da palestra que proferiu, na terça-feira, na Associação Viva o Centro sobre o ?Município de São Paulo, sua Geografia e História?. Sem futuro no século XVI pela falta de minérios e solo fértil, a Vila de Piratininga se transformou na grande metrópole de hoje. O evento abriu o ciclo de Palestras Viva o Centro em parceria com a Universidade Anhembi Morumbi, com o objetivo de colaborar com a formação de interessados no processo de requalificação do Centro
Madalena relatou o crescimento de São Paulo sob as diversas perspectivas que este abrange. ?A grande vantagem aqui foi a pobreza do solo que, desvalorizado, favoreceu a expansão urbana pelo crescimento das habitações e do interesse de empresas?, disse a professora, que lembra: ?Os rios nascem na capital paulista e se encaminham para o interior, então este centro hidrográfico natural foi vantajoso, pois as ferrovias surgiram nos espigões entre os rios.?
A professora afirma que o triângulo histórico inicial, entre as ruas Direita, São Bento e XV de Novembro, teve grande relevância para São Paulo, assim como o Parque Dom Pedro, que estava localizado em uma região de várzea, porém fértil. As indústrias começam a surgir com destaque na capital no período entre as duas guerras mundiais do século XX, ficando em bairros próximos dos rios Tamandatueí e Pinheiros. Já bairros como Consolação, Santa Cecília e Vila Mariana despontam como residenciais.
Raio X
Analisar como a cidade se expandiu e o que isso significa só é possível fazendo uma comparação entre o passado e o presente. Madalena fez isso e mostrou que realmente a metrópole mudou muito. Com uma área de 1.509 km2, o município tinha a indústria como atividade principal nas décadas de 1960 e 1970, hoje substituída pelo setor de serviços.
Os primeiros registros da população paulistana são de agosto de 1872, em que São Paulo contava com 31.385 pessoas. Um século e pouco depois, em setembro de 1980, a metrópole abrigava 8.493.226 habitantes, ou seja, 270 vezes mais. Em agosto de 2000, ano do último censo, São Paulo tinha 10.405.867 pessoas.
Madalena lembrou que em 1991 houve uma nova divisão espacial da cidade, que foi dividida em 96 distritos, baseada em seus eixos naturais, marcos históricos, avenidas e densidade populacional. ?Devemos destacar o solo da cidade que é estável e pouco permeável para agüentar todo o volume que está sobre ele?.
São Paulo é conhecida como terra da garoa e uma cidade em que as quatro estações do ano podem ocorrer num mesmo dia. Madalena concorda com essa definição. Na capital paulista o clima é tropical úmido de planalto, conhecido pelas fortes variações de tempo. Estando cerca de 800 metros acima do nível do mar, a temperatura média do município fica entre 17ºC e 18ºC.
Nossa contribuição
A relação relevo e solo interfere no clima, mas, segundo a professora, deve se levar em conta as ações humanas no espaço urbano. ?A ilha de calor (concentração de calor em uma única região) faz com que na Praça do Correio a temperatura esteja 10ºC acima do que na Serra da Cantareira, e no mesmo horário.? Ela disse que isso acontece pela falta de árvores no Centro, além do excesso de concreto na região, tanto no chão como nos prédios, o que acaba não absorvendo o calor. ?Toda interferência na natureza gera impacto.?
Madalena conclui que: ?A cidade é uma grande mãe. Devemos amá-la e nos sentirmos responsáveis por ela e para isso é necessário um senso de comunidade. A Associação Viva o Centro é um exemplo de atuação, pois o Centro melhorou muito. Ainda falta um incentivo maior à habitação nessa região, mas vale destacar que a atuação de cada pessoa é importante nesse processo de requalificação do Centro?.
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