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A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) pretende transferir o tradicional Natal da Avenida Paulista para o Centro Antigo de São Paulo, com um festival que envolverá shows, food trucks e iluminação especial.
Chamado de "maior Natal do Brasil" pela Prefeitura de São Paulo, o evento começará no dia 14 de dezembro e se encerrará no dia 23 do mesmo mês. A programação começará no fim do expediente comercial, às 16h -durante dias úteis e domingos, irá até as 22h; nas sextas e sábados, se estenderá até a 0h.
A decoração da Paulista vem
perdendo o brilho nos últimos anos, sem o palco tradicionalmente
montado pela prefeitura. Em 2017, quem salvou o Natal na via foram
as atrações montadas pelos shoppings.
Para dezembro, o festival natalino da gestão Covas contará com 120
apresentações artísticas, food trucks e feira de artesanato,
entre outras atrações.
O objetivo é atrair a população para os calçadões do centro, pouco frequentados durante a noite e os finais de semana, esvaziando assim a habitualmente congestionada avenida Paulista -via que tem uma limitação para a realização de eventos, devido a termo firmado com o Ministério Público de São Paulo.
"Quando a gente pensou em fazer o projeto do maior Natal do Brasil, pensamos em uma nova estratégia para o Centro Histórico. Uma reativação noturna e no final de semana dessa região. O Centro Histórico tem toda a beleza e o valor cultural e histórico", afirma o secretário municipal de Turismo, Orlando Faria.
A ideia é que os paulistanos circulem a pé pelos seis pontos com atrações, localizados no quadrilátero formado pelo largo São Bento, Pateo do Collegio, largo São Francisco e praça do Patriarca. A principal novidade na decoração serão as projeções sobre os monumentos. A técnica usada será a de mapeamento de vídeo, em que as projeções sobre superfícies irregulares criam sensação de profundidade e de movimento. Os prédios que receberão projeções serão o edifício Matarazzo (sede da Prefeitura), o Mosteiro de São Bento e o Pateo do Collegio, trazendo mais luz ao Festival.
Na Praça do Patriarca, haverá uma casa do Papai Noel onde as crianças poderão tirar a clássica foto ao estilo dos shoppings. No local também haverá uma árvore de Natal de sete metros de altura.
A programação cultural terá música, teatro, circo e dança. Serão 120 apresentações realizadas por 28 grupos e artistas, nas áreas da música, teatro, circo e dança.
Entre as atrações musicais, os destaques serão as cantoras Luiza Possi -que se apresentará com Ayrton Montarroyos, finalista do programa de TV The Voice Brasil em 2016- e Maria Alcina. Possi e Montarroyos se apresentarão nos dias 19 (às 18h, no Pateo do Collegio), 20 (às 21h, na praça do Patriarca) e 21 (às 21h, no coreto da Bolsa de Valores, Praça Antônio Prado). Alcina, nos dias 19 (18h, no Largo São Francisco) e 23 (19h, na praça do Patriarca).
A atriz e cantora Zezé Motta fará a primeira apresentação do seu show acústico "No Coração do Brasil", cujo setlist será composto por clássicos da MPB, especialmente do compositor Luiz Melodia (1951-2017). Os shows acontecerão nos dias 15 (19h, na praça do Patriarca) e 16 (às 18h, no largo São Francisco). Haverá ainda 39 food trucks e food bikes e 40 expositores de artesanato.
Tanto o festival como a estratégia de ocupação do centro marcam mais uma diferença entre Covas e o antecessor João Doria. No ano passado, o então prefeito, hoje governador eleito de São Paulo, buscou descentralizar a Virada Cultural, tirando as principais atrações do Centro. O resultado foi um esvaziamento de todo o evento, incluindo a região central.
"Durante o dia, 600 mil pessoas passam pelo calçadão do centro. À noite e aos finais de semana, fica vazio. O festival de Natal é uma estratégia para dizer para a população 'venha à noite'", diz o secretário Faria. "Há uma sensação de insegurança, mas não [há] falta de segurança de verdade."
O secretário diz que haverá uma operação especial da GCM (Guarda Civil Metropolitana). Além disso, segundo ele, toda a iluminação da região está sendo trocada - as luzes amarelas estão sendo substituídas por brancas e mais potentes, diminuindo os espaços que poderiam gerar mais sensação de perigo.
Faria afirma que espaços culturais e comércios também devem entrar na programação, estendendo seus horários de funcionamento. O Espaço Caixa Cultural e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) levarão suas atrações até mais tarde. Os comerciantes prometeram aderir à decoração temática.
A prefeitura investirá cerca de R$ 2 milhões com a infraestrutura do evento, as apresentações artísticas e as projeções de vídeos nas fachadas dos edifícios. A decoração será custeada pela iniciativa privada.
Colaborou: Folha de S. Paulo e Secretaria do Turismo de SP