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A Casa da Boia Cultural promoveu ontem (8/11), o lançamento do livro "Um Artífice na Urbanização Paulistana: Rizkallah Jorge Tahan (1895-1949)", da historiadora Renata Geraissati Castro de Almeida. Trata-se da biografia histórica de um dos mais importantes empresários paulistanos, que teve relevante participação no processo de urbanização de São Paulo.
A edição e o lançamento do livro, que foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), integram as ações em comemoração aos 120 anos da Casa da Boia. Imigrante sírio com ascendência armênia, Rizkallah chegou a São Paulo no final do século XIX. Em apenas três anos, fundou um dos comércios mais tradicionais da cidade, a Casa da Boia, assumindo papel de destaque como empresário, construtor e benemérito, na metrópole que surgia.
"O livro parte de um indivíduo, uma micro-história, e o interliga
com a macro-história de São Paulo e de seu desenvolvimento urbano,
desde sua chegada à cidade, em 1885, até o seu falecimento, em
1949", explica a autora.
Para ela, as várias frentes de atuação mostram o alto nível de
empreendedorismo de Rizkallah Jorge, a começar pela criação da Casa
da Boia, com a fabricação de artefatos de decoração, como
arandelas, gradis e candelabros. Posteriormente, a produção de
materiais sanitários, entre eles as boias de caixas d'água - que
consolidaram o nome da loja -, atendeu a uma demanda de saúde
pública, pois as condições higiênico-sanitárias precárias da cidade
que se desenvolvia causavam várias doenças na população.
O livro, no entanto, mostra como o empresário passou a atuar em
outros ramos, ao investir no mercado imobiliário. Foi um dos
primeiros construtores de edifícios residenciais de São Paulo,
entre eles, os Palacetes São Jorge, Paraíso e Alepo, todos
localizados na Rua Carlos de Souza Nazaré, além do próprio casarão
da Rua Florêncio de Abreu, onde ainda hoje fica a sede da Casa da
Boia. Dessa forma, juntamente com outros empresários, Rizkallah
Jorge teve papel preponderante na construção do espaço urbano
paulistano.
A historiadora também traça um paralelo, como não poderia deixar de
fazer, entre a história de Rizkallah e o movimento imigratório, que
ocorreu em São Paulo no mesmo período e foi decisivo para a
urbanização e o desenvolvimento da cidade. Nesse contexto, o lado
filantropo de Rizkallah Jorge se sobressai, com o acolhimento e o
apoio a vários imigrantes sírios, que como ele chegavam à Capital
em busca de novas oportunidades, além de órfãos, idosos e outras
pessoas necessitadas, com doações para importantes instituições
religiosas e de saúde, clubes sociais e outros.