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A Estação Júlio Prestes, um dos marcos da cidade de São Paulo, comemora 75 anos nesta terça-feira, dia 15. O que começou por ser apenas uma estação de trens, é hoje a casa de uma das mais conceituadas orquestras do planeta. E a Viva o Centro faz parte dessa história.
Idealizada pelo arquiteto Christiano Stockler das Neves para ser
utilizada pela Estrada de Ferro Sorocabana, a Estação Júlio Prestes
começou a ser construída em 1926 e só foi concluída em 15 de
outubro de 1938. Hoje, é também conhecida por abrigar a majestosa
Sala São Paulo e também a Secretaria Estadual de Cultura.
Em 1997, quando John Neschling assumiu o cargo de diretor artístico da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), queria encontrar uma sede fixa para a orquestra. Para tal, Neschling uniu-se ao engenheiro Ismael Solé e a Marcos Mendonça, secretário Estadual de Cultura na altura. Depois de avaliarem outros locais, decidiram-se pelo Grande Hall da Estação Júlio Prestes. Devido ao seu trabalho pela revitalização da região central da capital paulistana, o governador Mário Covas convocou a Associação Viva o Centro para ser responsável pelo projeto. Com recursos captados via Lei Rouanet, a Viva o Centro contratou escritórios especializados que desenvolveram diversos projetos. Depois de prontos, foram doados ao governo do estado para que a obra fosse executada.
O projeto transformou o local em uma das melhores e mais modernas salas de concerto do mundo, contemplando, entre muitas inovações, salas de ensaios e de reuniões, estúdio de gravações, biblioteca de partituras, restaurantes e garagem para 600 carros, bem como um sistema de forro acústico móvel, adaptável a qualquer tipo de música. No dia 9 de julho de 1999, a Sala São Paulo foi inaugurada com uma apresentação de "Ressurreição", de Mahler, feita pela Osesp.

O trabalho da Viva o Centro não se resumiu apenas à Estação Júlio Prestes. Na busca contínua pela requalificação do Centro, foram realizados projetos e estudos urbanísticos para tornar o bairro da Luz em um ponto cultural de São Paulo. O Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, o Museu do Cárcere, o Museu do Imaginário do Povo Brasileiro e o Memorial à Liberdade são exemplos da expansão cultural da Luz. O conjunto desses trabalhos resultou no livro "Pólo Luz - Sala São Paulo, Cultura e Urbanismo", disponível para consulta em nossa biblioteca.
O sucesso do projeto fez com que a Viva o Centro recebesse da Câmara Americana do Comércio, no ano 2000, o Prêmio ECO de Cultura.