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Cia. Vitrola
Quântica estreia temporada 2010
A
Cia. Vitrola Quântica de dança contemporânea volta a São Paulo para
sua temporada 2010 com dois espetáculos premiados: ?Desosso o Osso
e (flutuo)?, que se apresentou no Sesc Paulista em 2008; e ?She?s
Lost Control?, que estreou na cidade ano passado. As apresentações
serão realizadas até 8/8, com entrada franca, na Sala Paissandu, da
Galeria Olido (Avenida São João, 473 ? Centro). Os ingressos devem
ser retirados na bilheteria meia-hora antes do início do
espetáculo.
Criado em 2004 por ex-alunas da Universidade Anhembi Morumbi, o
grupo é reconhecido como parte da nova geração da dança
contemporânea de São Paulo. Nesses anos, recebeu os principais
prêmios brasileiros dedicados à dança contemporânea. Atualmente, o
núcleo central é formado pelas bailarinas Aline Bonamin, Júlia Abs
e o cineasta Daniel Augusto. Aline e Júlia fazem a criação e
concepção dos espetáculos, com a direção geral de Júlia e
Daniel.
O trabalho da Cia. Vitrola Quântica baseia-se em técnicas de dança
contemporânea, circo e em práticas de pesquisas de linguagem cênica
e coreográfica autorais. O grupo tem como universo de pesquisa
poética a cultura pop, em especial a moda, o rock, as artes
visuais, tudo isso em conexão com o mundo da comunicação nas
grandes metrópoles.
?Desosso o Osso e (flutuo)? ? de quinta a domingo
1º de agosto, às 19 horas.
Agraciado com o Prêmio Funarte Klauss Vianna 2008, ?Dessosso o
Osso e (flutuo)? nasceu de uma pesquisa de movimentos coreográficos
de risco físico. Mistura dança, música ao vivo e projeções.
Peso e leveza são traduzidos na coreografia, criada por Aline
Bonamin e Júlia Abs, ao som de uma trilha roqueira, produzida pelo
Instituto (dos produtores musicais Rica Amabis, Tejo Damasceno e
Daniel Ganjaman) a partir de canções de bandas de indie rock, como
Interpol, Yeah Yeah Yeahs e The Kills. O figurino, inspirado em
bonecas, é de Karla Girotto. A direção geral é de Júlia Abs e
Daniel Augusto.
Karlla Girotto fez uma releitura do figurino usado nos ensaios
dando-lhes o corte e a costura característicos de sua obra. Criou o
leve e o pesado. Uma bailarina é mais escura e remete ao corvo, a
outra é aérea, ligada às nuvens. A estilista paulistana assina
coleções próprias e trabalhos para confecções como Ellus e
Cavalera, entre outras grifes importantes.
?She?s Lost Control? ?de quinta a domingo
Dias 5, 6 e 7 de agosto, às 20 horas.
Dia 8/8, domingo, às 19 horas.
Inspirado livremente na música ?She?s Lost Control? do Joy
Division, o espetáculo, apresentado no ano passado em São Paulo,
com sucesso de público e crítica, está de volta à cidade. O
espetáculo foi beneficiado pela a 5a. edição do Fomento à Dança
(2008).
Dirigido por Julia Abs e Daniel Augusto, ?She?s Lost Control?
apresenta três mulheres fora de controle, num palco, na vida. Ora
elas são um trio de roqueiras glamourosas, ora são figuras
solitárias, quase sombras. Neste fluxo cinético, os corpos se
organizam e desorganizam, num jogo tenso entre o controle e o
descontrole, o equilíbrio e o desequilíbrio, o céu e o
inferno.
O tema ?falta de controle? é tratado a partir de referências
musicais, estéticas, literárias e psicanalíticas. O objetivo é
mostrar como a dança contemporânea pode dialogar com questões do
mundo e das outras artes.
Há novidades nesta nova temporada. ?A coreografia está mais
lapidada. O figurino teve algumas mudanças e temos uma nova cena?,
revela Júlia Abs. A companhia também conta uma nova bailarina,
Thaís de Marco, escolhida depois de uma audição com mais de 100
inscrições.
O diretor Daniel Augusto conta que ?nossa resposta é a nossa
pergunta: quem não tem medo de se perder, que se jogue?, declara. A
trilha sonora foi criada em conjunto com o Instituto (grupo de
produtores musicais formado por Rica Amabis e Tejo Damasceno).
Daniel Augusto e o grupo Bijari (de artistas especializados em
intervenções urbanas) produziram o vídeo que é exibido durante o
espetáculo.
De autoria da banda de rock inglesa Joy Division fala sobre uma
mulher fora de controle. O autor da letra, Ian Curtis, vocalista da
banda, escreveu essa canção após observar uma mulher passando por
um ataque epilético. Ele também sofria desta doença, e suicidou-se
aos 23 anos, em Manchester, na década de 1980.
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