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Cia. Vitrola Quântica estreia temporada 2010

30/07/10

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Cia. Vitrola Quântica estreia temporada 2010

 

A Cia. Vitrola Quântica de dança contemporânea volta a São Paulo para sua temporada 2010 com dois espetáculos premiados: ?Desosso o Osso e (flutuo)?, que se apresentou no Sesc Paulista em 2008; e ?She?s Lost Control?, que estreou na cidade ano passado. As apresentações serão realizadas até 8/8, com entrada franca, na Sala Paissandu, da Galeria Olido (Avenida São João, 473 ? Centro). Os ingressos devem ser retirados na bilheteria meia-hora antes do início do espetáculo.

Criado em 2004 por ex-alunas da Universidade Anhembi Morumbi, o grupo é reconhecido como parte da nova geração da dança contemporânea de São Paulo. Nesses anos, recebeu os principais prêmios brasileiros dedicados à dança contemporânea. Atualmente, o núcleo central é formado pelas bailarinas Aline Bonamin, Júlia Abs e o cineasta Daniel Augusto. Aline e Júlia fazem a criação e concepção dos espetáculos, com a direção geral de Júlia e Daniel.

O trabalho da Cia. Vitrola Quântica baseia-se em técnicas de dança contemporânea, circo e em práticas de pesquisas de linguagem cênica e coreográfica autorais. O grupo tem como universo de pesquisa poética a cultura pop, em especial a moda, o rock, as artes visuais, tudo isso em conexão com o mundo da comunicação nas grandes metrópoles.

?Desosso o Osso e (flutuo)? ? de quinta a domingo
1º de agosto, às 19 horas.

Agraciado com o Prêmio Funarte Klauss Vianna 2008, ?Dessosso o Osso e (flutuo)? nasceu de uma pesquisa de movimentos coreográficos de risco físico. Mistura dança, música ao vivo e projeções.

Peso e leveza são traduzidos na coreografia, criada por Aline Bonamin e Júlia Abs, ao som de uma trilha roqueira, produzida pelo Instituto (dos produtores musicais Rica Amabis, Tejo Damasceno e Daniel Ganjaman) a partir de canções de bandas de indie rock, como Interpol, Yeah Yeah Yeahs e The Kills. O figurino, inspirado em bonecas, é de Karla Girotto. A direção geral é de Júlia Abs e Daniel Augusto.

Karlla Girotto fez uma releitura do figurino usado nos ensaios dando-lhes o corte e a costura característicos de sua obra. Criou o leve e o pesado. Uma bailarina é mais escura e remete ao corvo, a outra é aérea, ligada às nuvens. A estilista paulistana assina coleções próprias e trabalhos para confecções como Ellus e Cavalera, entre outras grifes importantes.

?She?s Lost Control? ?de quinta a domingo
Dias 5, 6 e 7 de agosto, às 20 horas.
Dia 8/8, domingo, às 19 horas.

Inspirado livremente na música ?She?s Lost Control? do Joy Division, o espetáculo, apresentado no ano passado em São Paulo, com sucesso de público e crítica, está de volta à cidade. O espetáculo foi beneficiado pela a 5a. edição do Fomento à Dança (2008).

Dirigido por Julia Abs e Daniel Augusto, ?She?s Lost Control? apresenta três mulheres fora de controle, num palco, na vida. Ora elas são um trio de roqueiras glamourosas, ora são figuras solitárias, quase sombras. Neste fluxo cinético, os corpos se organizam e desorganizam, num jogo tenso entre o controle e o descontrole, o equilíbrio e o desequilíbrio, o céu e o inferno.

O tema ?falta de controle? é tratado a partir de referências musicais, estéticas, literárias e psicanalíticas. O objetivo é mostrar como a dança contemporânea pode dialogar com questões do mundo e das outras artes.

Há novidades nesta nova temporada. ?A coreografia está mais lapidada. O figurino teve algumas mudanças e temos uma nova cena?, revela Júlia Abs. A companhia também conta uma nova bailarina, Thaís de Marco, escolhida depois de uma audição com mais de 100 inscrições.

O diretor Daniel Augusto conta que ?nossa resposta é a nossa pergunta: quem não tem medo de se perder, que se jogue?, declara. A trilha sonora foi criada em conjunto com o Instituto (grupo de produtores musicais formado por Rica Amabis e Tejo Damasceno). Daniel Augusto e o grupo Bijari (de artistas especializados em intervenções urbanas) produziram o vídeo que é exibido durante o espetáculo.

De autoria da banda de rock inglesa Joy Division fala sobre uma mulher fora de controle. O autor da letra, Ian Curtis, vocalista da banda, escreveu essa canção após observar uma mulher passando por um ataque epilético. Ele também sofria desta doença, e suicidou-se aos 23 anos, em Manchester, na década de 1980.

 

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