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Centro de Acolhida Lygia Jardim oferece

31/05/10

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Centro de Acolhida Lygia Jardim oferece oficinas de reintegração social

Renato Leary

Centro de Acolhida Lygia JardimJ

 

 

Às 16h, horário em que os portões da casa se abriram, já era possível notar a entrada de algumas pessoas que passavam pela recepção para pegar o kit do dia, composto por sabonete, shampoo, toalha e roupa limpa. Em seguida são conduzidas a tomarem banho.

 

Isa Magalhães, coordenadora do Centro de Acolhida Lygia Jardim, na Bela Vista, área central de São Paulo, diz que é preciso que todos cumpram algumas regras, como por exemplo, só jantar depois de tomar banho. Após o banho, é hora do jantar! A casa geralmente oferece arroz, feijão, salada e lingüiça calabresa. Até às 22h, todos tem que ir dormir, e estar de pé às 6h do dia seguinte para se arrumar, tomar o café da manhã e sair para tentar encontrar um emprego ou ficar e participar das oficinas de reintegração social oferecidas. Hoje o centro acolhe 60 homens e 40 mulheres.

 

Renato Leary

Um dos quartos masculinos

Diferente de outros centros de acolhida espalhados pela cidade, no Lygia Jardim as pessoas podem escolher entre deixar a casa até às 8h ou participar de oficinas do Sescop, projeto desenvolvido e implantado pelo Instituto Lygia Jardim em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, que tem como missão oferecer formação técnica qualificada preparando e capacitando o cidadão para que efetivamente tenha oportunidades mais dignas de reabilitação e reintegração na sociedade.

 

São oferecidos cursos de eletricista, instalador predial, pedreiro, assentador e revestidor de tijolos, pintura imobiliária e decorativa em parceria com o Senai e o Curso de Assistente de Cabeleireiro em parceria com o Projeto Tesourinha. Segundo Isa Magalhães, no entanto, ?poucas pessoas se interessam pelas oficinas?.

Renato Leary

Sala de informática com  vários computadores

Além disso, o Lygia Jardim encaminha para a área da saúde pessoas que sofrem com alguma doença, e, ainda, quem precisa regularizar algum documento sempre recebe orientação de como proceder e para onde deve ir.

 

Segundo Isa Magalhães, a maioria das pessoas que passam pelo Lygia Jardim não fizeram ainda da rua a sua morada, ou seja, são pessoas que perderam tudo e não têm aonde ficar, estão a um passo de se tornarem moradores de rua. Lá, essas pessoas podem ficar por até seis meses, tempo em que devem tentar arrumar um emprego para que possam se sustentar sozinhas.

Um Pouco mais sobre o Centro de Acolhida Lygia Jardim

 

A iniciativa de ter uma casa para abrigar pessoas a um passo do desabrigo surgiu há 30 anos de um grupo espírita, que andava sob os viadutos da cidade e acompanhava a vida de quem estava ao relento. Desde então, o grupo aluga uma casa e todos os dias, quando começava escurecer, voluntários recebem as pessoas que procuram um lugar para dormir que não seja a rua. O Instituto Lygia Jardim é o principal mantenedor do Centro de Acolhida, mas este, atualmente, também recebe recursos da Prefeitura a partir de uma parceria recém-firmada.

 

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