Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo https://www.liceuescola.com.br O Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo é uma instituição de ensino particular, atual e inovadora, sem fins lucrativos, filantrópica, que oferece: o Ensino Médio e o Ensino Técnico Integrado ao Médio. Fri, 12 Dec 2025 12:56:04 +0000 en-US hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.liceuescola.com.br/wp-content/uploads/2020/07/simbolo-liceu-color-300x300.png Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo https://www.liceuescola.com.br 32 32 II TECC LICEU: um sábado de integração e descobertas https://www.liceuescola.com.br/ii-tecc-liceu-um-sabado-de-integracao-e-descobertas/ Thu, 11 Dec 2025 13:22:58 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=20538 No dia 04 de outubro de 2025, o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo foi palco do II TECC LICEU, um encontro que reuniu Tecnologia, Esportes, Cultura e Ciências em um ambiente vibrante e colaborativo. O evento consolidou-se como um espaço de aprendizado ativo e integração de saberes, unindo estudantes e famílias em uma experiência única.

Os visitantes puderam explorar demonstrações interativas, participar de oficinas práticas, assistir a mostras culturais e se envolver em atividades esportivas e científicas. Cada espaço do Liceu se transformou em um laboratório vivo, no qual os protagonistas foram a curiosidade e a criatividade. As oficinas de tecnologia apresentaram protótipos e ferramentas digitais, enquanto as práticas esportivas reforçaram a importância do movimento e da saúde. A programação cultural trouxe performances e exposições que dialogaram com a história e a contemporaneidade, e as experiências científicas aproximaram conceitos do cotidiano. A diversidade de atividades mostrou como diferentes áreas do conhecimento podem se conectar para inspirar ideias e ampliar horizontes.

O II TECC LICEU reafirmou o papel da instituição como referência histórica e contemporânea na formação de ensino técnico e médio, na integração de elementos artísticos em todos os aspectos da produção acadêmica e em um modelo de educação voltada para a cidadania. Foi um dia marcado por descobertas, integração e inspiração; um verdadeiro encontro entre saberes que fortaleceu vínculos e abriu novas possibilidades para o futuro.

Veja como foi o II Teec e as produções dos alunos do Liceu.

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SARAU LITERÁRIO 2025 https://www.liceuescola.com.br/sarau-literario-2025/ Tue, 02 Dec 2025 19:42:07 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=20514 Sussurros de liberdade: a poesia silenciada de Narcisa Amália

Eu diria à mulher inteligente […] molha a pena no sangue do teu coração e insufla nas tuas criações a alma enamorada que te anima. Assim deixarás como vestígio ressonância em todos os sentidos.
Narcisa Amália

O Sarau Literário, projeto desenvolvido pelas áreas de Linguagens e Idiomas, busca desenvolver a criatividade, a expressão artística e a autoconfiança dos alunos, além de fortalecer a integração da comunidade escolar e incentivar o interesse pela leitura e por diferentes formas de arte.

A obra Nebulosas, de Narcisa Amália, importante autora feminina do século XIX, foi o fio condutor do Sarau deste ano. A trajetória das mulheres na história da literatura, a importância da representatividade feminina e a tentativa de silenciamento histórico que a autora sofreu, bem como a luta de Narcisa Amália contra a escravidão e o machismo, foram temas presentes ao longo da preparação e dão forma às apresentações artísticas apresentadas.

Assista à integra do evento:

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NA SALA DA CASA – Concurso de poesia do FLIT 2025 https://www.liceuescola.com.br/na-sala-da-casa-concurso-de-poesia-do-flit-2025/ Tue, 02 Dec 2025 19:31:36 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=20510 Eu sou de um tempo em que não havia televisão em casa… Minha família sentava na sala e um olhava para os olhos do outro, a gente conversava e tudo passava lentamente…
Fabio Flores – adaptado

Como o jovem de hoje em dia vivencia seu cotidiano e as transformações que ocorrem ao seu redor? Qual sua relação com a família, as mudanças sociais ou a sua própria casa?

O CONCURSO DE POESIA DO FESTIVAL DE LITERATURA E TEATRO 2025 – NA SALA DA CASA, por meio do estímulo à produção artística, teve como objetivo levar os alunos a refletir sobre as mudanças nos usos e costumes da sociedade no decorrer das últimas décadas, tendo como foco as alterações ocorridas na estrutura e nas vivências da sala de estar.

Para participar, os alunos postaram um poema com o tema do concurso em seu perfil do Instagram.

As produções foram analisadas por um comitê formado pelos professores Leonardo Buzatto, Marcela Dantas Camargo, Simone Pierri e Wagner Ceglio.

Os critérios utilizados para a escolha dos premiados foram a exploração do tema; a criatividade; a composição e a poeticidade.

O prêmio para os 3 melhores poemas foi entregue no dia 25 de outubro, durante o FLIT 2025.

O 1º lugar foi conquistado pela aluna Letícia Barbosa, do 1º ano do curso técnico de Automação Industrial.

Letícia Barbosa do Santos
Letícia Barbosa do Santos

Eis o poema escrito por ela:

A SALA DE ESTAR

Sabe o que me pergunto?
Vou falar sinceramente:
O que foi que aconteceu
Com toda essa gente?

Gente vazia,
Sem história para contar,
Vínculos quebrados
Que não podemos consertar.

Há anos me pergunto:
De onde vem a lembrança
De uma tarde feliz
Com toda a vizinhança?

Pessoas reunidas
Em uma só união,
Todas alegres
Com a chegada de um irmão.

Mas os tempos mudaram,
E agora acabou.
Não há mais o que fazer,
O ambiente mudou.

Sozinhos em seus cantos,
Sem querer conversar,
Eu me pergunto até hoje:
O que houve com a sala de estar?

Um ambiente tão bonito,
Onde sempre cabia mais um,
Agora um grande vazio
E sem som algum.

A mudança é nítida,
E o motivo também:
A culpa é das telas
E dos olhos que não veem.

Famílias afastadas,
Vidradas no celular,
Brigas eternas…
Já nem parece um lar.

Gostaria de descobrir
Quando tudo mudou.
O mundo se desfez,
E a união acabou.

Queria voltar
Para a época da lembrança,
Quando todos estavam aqui,
Quando eu era criança.

Poder voltar
A ver televisão,
Espremida no sofá,
Com o controle na mão.

Voltar a estar
Na minha casinha,
Onde me ensinaram
Que eu nunca estava sozinha.

Meu maior sonho
É isso tudo acabar,
E eu voltar a ser feliz,
Descansando na sala de estar…

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Educação climática às vésperas da COP30 https://www.liceuescola.com.br/educacao-climatica-as-vesperas-da-cop30/ Wed, 24 Sep 2025 15:50:54 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=20340 Fonte: CGC Educação

Experiências interdisciplinares mostram como a educação prepara os alunos para lidar com a crise climática.

A menos de dois meses da COP30, que vai reunir líderes mundiais em Belém para debater soluções contra a crise climática, escolas brasileiras mostram que a preparação para esse futuro também passa pelas salas de aula. No Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, estudantes do ensino médio e técnico desenvolvem projetos de captação e tratamento de água da chuva, geração de hidrogênio como combustível verde e automação para eficiência energética. Essas experiências aproximam os jovens de problemas ambientais reais e os desafiam a buscar respostas práticas.

O aumento dos relatos de ecoansiedade entre adolescentes, marcado pelo medo do futuro diante da crise climática, tem colocado pressão sobre escolas e sistemas de ensino para que assumam um papel mais ativo na formação ambiental. Não se trata apenas de acrescentar conteúdos ao currículo, mas de criar experiências que ajudem os jovens a compreenderem os riscos, desenvolver habilidades de adaptação e sentir que podem contribuir com soluções. Relatórios do Banco Interamericano de Desenvolvimento e da UNICEF indicam que a educação precisa preparar a nova geração para enfrentar eventos extremos, analisar impactos e agir de forma crítica e colaborativa diante dos desafios ambientais.

Nesse cenário, o Liceu aposta em projetos interdisciplinares que unem ciência, tecnologia e sustentabilidade. Em parceria com professores de Biologia e Química, alunos desenham e prototipam sistemas de reaproveitamento de água, estudam a segurança biológica necessária para evitar contaminações e testam a automação desses processos. Outros grupos investigam como sensores podem reduzir o gasto energético em ambientes escolares e exploram kits de eletrólise para separar hidrogênio da água, entendendo na prática o potencial dos combustíveis limpos.

A coordenadora de Ciências da Natureza, Nicolle Reuter, explica que a ideia é aproximar os conteúdos científicos de problemas urgentes da vida cotidiana. “Quando o estudante percebe que a água da chuva pode ser reaproveitada e que existe um risco biológico que precisa ser controlado, ele entende que a ciência não está distante. Ela é ferramenta para pensar a sobrevivência das pessoas e a preservação do planeta.”

Wiliam Sabino, coordenador de Matemática, acrescenta que a tecnologia só faz sentido quando conecta teoria e aplicação. “O uso da automação para controlar iluminação ou monitorar consumo energético não é apenas uma simulação em sala. É uma oportunidade para discutir de onde vem a energia, como ela é usada e de que forma pode ser economizada. Os alunos analisam causas, consequências e possíveis soluções.”

O coordenador do curso Técnico de Automação Industrial, Sérgio Melconian, reforça que a interdisciplinaridade é chave para que os jovens enxerguem os problemas em toda a sua complexidade. “Projetos como o de captação e tratamento de água nasceram da integração entre Biologia, Química e disciplinas técnicas. Primeiro, os alunos simularam o sistema em software. Agora avançam para a prototipagem, enfrentando desafios reais, como evitar a proliferação de microrganismos na água. Essa transição do papel para o protótipo é fundamental para formar estudantes preparados para pensar soluções no mundo concreto.”

Além dos projetos em andamento, o Liceu estruturou um Laboratório de Eficiência Energética financiado pela Enel, com investimento de mais de um milhão de reais. O espaço vem sendo utilizado por professores de diferentes áreas e permite simular cenários de consumo, testar sensores e avaliar impactos ambientais de decisões técnicas. Para Sérgio, o laboratório amplia as possibilidades pedagógicas. “Nossa intenção é que o aluno compreenda o funcionamento de um sistema, mas também seja capaz de julgar se ele é sustentável. Não basta automatizar por automatizar. É preciso pensar o custo, a eficiência e o impacto social e ambiental.”

A aplicação prática é constante. Um exemplo nasceu de um problema observado em laboratórios da própria escola: a umidade que danifica lentes de microscópios e pode causar contaminações. A partir daí, os estudantes desenvolveram um sistema de controle de temperatura e umidade. O mesmo raciocínio pode ser aplicado para a preservação de acervos em museus e bibliotecas, inspirado em visitas técnicas ao MASP, onde observaram como climatização e luminosidade afetam a conservação de obras de arte.

A cultura maker também se integra à sustentabilidade. Alunos usaram impressoras 3D para criar cases de proteção para placas eletrônicas instaladas em ambientes úmidos, trabalho que nasceu de uma situação real do Liceu: a umidade no sistema de bombeamento de água que protege a escola em caso de incêndio. O projeto foi testado, ajustado e reaplicado até chegar ao encaixe ideal, mostrando como o aprendizado parte de problemas concretos.

A educação interdisciplinar praticada pelo Liceu está alinhada ao que o Banco Interamericano de Desenvolvimento recomenda como prioridade: formar uma geração capaz de compreender riscos climáticos e atuar de forma criativa e crítica para enfrentá-los.

A COP30 deve reforçar essa pauta no debate público, mas o que acontece no Liceu mostra que o movimento já começou. Como resume Nicolle Reuter, “a educação climática precisa deixar de ser discurso para se tornar prática. Quando o aluno constrói um sistema de reaproveitamento de água, ele não apenas aprende ciência. Ele entende que pode fazer parte da solução.”

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Escolas centenárias se adaptam aos novos tempos sem descartar tradição https://www.liceuescola.com.br/escolas-centenarias-se-adaptam-aos-novos-tempos-sem-descartar-tradicao/ Mon, 08 Sep 2025 22:00:01 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=20208 Matéria publicada na Folha de SP em 07/09/2025

Diferentes gerações se matriculam na mesma instituição; alguns colégios ocupam prédios do século 19

Quando Carmen Morrone Costella estudou no Dante Alighieri, nos anos 1930 e 1940, havia aulas de latim e francês, sua turma era só de meninas e o uniforme era saia pregueada com meias brancas e sapatos pretos.

Passadas mais de oito décadas, muita coisa mudou no colégio localizado na região da avenida Paulista, mas seus bisnetos ainda caminham pelos mesmos corredores do prédio de tijolos onde ela caminhava com seus sapatinhos pretos.

Aos 97 anos, Carmen é a matriarca de uma família cuja história se confunde com a da escola fundada em 1911 por imigrantes italianos. Desde que duas de suas tias foram matriculadas no Dante, 23 membros de cinco gerações dos Costella estudaram lá.

O 24º —Roberto, de 1 ano, bisneto de Carmen— já está na lista de intenção de matrícula.

Carmen testemunhou um período conturbado do colégio, que sofreu intervenção federal após o Brasil declarar guerra à Itália, em 1942. A diretoria foi afastada, o nome da escola foi mudado para Visconde de São Leopoldo e o ensino do italiano foi proibido.

“Eu tinha colegas que não sabiam nada de português e de repente ficou proibido falar italiano”, conta ela. “Voltar aqui me traz alegria e também melancolia, porque são muitas lembranças.” Hoje, as turmas de ensino médio ocupam o edifício original, tombado pelo patrimônio histórico, enquanto o restante dos mais de 4.000 alunos se divide em outros quatro prédios mais recentes. Com as ampliações, foi possível fazer reformas como a da ala de educação infantil, remodelada para se alinhar à abordagem pedagógica Reggio Emilia.

Para preservar as mais de 20 mil fotos, 6.000 documentos e objetos históricos como móveis e balanças antigas, foi criado um Centro de Memória. Recentemente, a escola também reforçou a conexão com o DNA italiano ao oferecer a opção de um ensino médio neste idioma, com diploma reconhecido pelo país europeu.

A longa história é um fator de atração para muitas famílias matricularem seus filhos, mas também desperta dúvidas sobre a capacidade de atualização da instituição.

“Valorizamos a tradição, mas não ficamos parados no tempo. Pelo contrário, a escola sempre se abriu para o novo. Acompanhamos todas as ondas da tecnologia, desde os desktops enormes, lá atrás, até a formação em inteligência artificial hoje”, afirma a diretora institucional, Valdenice Minatel.

“Qualquer empresa, para sobreviver tanto tempo, precisa estar muito conectada com mudanças.”

Criado em 1873, o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, por onde passaram artistas como Victor Brecheret, também costuma receber filhos e netos de ex-alunos para cursar o ensino médio regular ou técnico.

“No programa de visitas para novas famílias, muitos jovens vêm acompanhados de pais ou avôs que estudaram aqui”, conta Antônio Davis, coordenador pedagógico.

Ele afirma que o Liceu manteve algumas concepções originais, mas atualizou cursos, ferramentas e métodos pedagógicos.

“A escola faz parte da história de São Paulo. Mas a sociedade do final do século 19 era profundamente diferente da nossa. Se o estudante antes se debruçava sobre suas produções munido de serras de corte e martelos, hoje são os softwares que dominam a formação, em um mundo regido pela dinâmica da internet das coisas, da robótica e da inteligência artificial.” O colégio, que já funcionou no prédio onde hoje está a Pinacoteca do Estado, ocupa a sede atual, na rua da Cantareira, desde meados da década de 1910, mas todos os espaços foram adaptados ao longo do tempo. Parte do acervo histórico está exposto em um centro cultural criado em 1980 e remodelado em 2018.

Ocupando o mesmo prédio desde 1866, o Ginásio Pernambucano, que acaba de completar 200 anos, usa os itens de seu acervo como instrumento pedagógico e de valorização da memória.

Os objetos —que incluem quadros, achados arqueológicos e um pendão presenteado pelo imperador Dom Pedro 2º— estão reunidos em um museu e espalhados por outros espaços da escola onde estudaram os escritores Clarice Lispector e Ariano Suassuna.

Segundo o governo do estado, o tombamento do prédio é essencial para sua preservação, mas impõe restrições estruturais e arquitetônicas que representam um desafio para a implementação de melhorias.

Ainda assim, foram realizadas adaptações, como a construção de um refeitório e a climatização de alguns ambientes. Novas intervenções voltadas à acessibilidade e à melhoria da infraestrutura estão previstas.

Também do século 19, o colégio São Luís optou pela mudança de sede, realizada três vezes desde sua fundação, em 1867. Primeiro, da cidade de Itu para São Paulo; depois, dentro da própria capital paulista. A última transferência é recente: em 2020, a escola saiu do bairro da Consolação para o entorno do parque Ibirapuera.

As mudanças acompanharam o crescimento do número de alunos e a implementação de novos projetos pedagógicos, que mudaram a jornada para integral e ampliaram a grade de aulas.

Com 27.834 m² de área construída, a nova sede tem parque ao ar livre, salas de aula com paredes móveis e espaços como sala maker, para atividades práticas e criativas.

Segundo a gestão, “cada ambiente é pensado para ser também educador”, e o antigo prédio, mesmo com reformas, não comportaria plenamente a proposta.

O colégio, que está organizando um memorial em uma casa separada da sede, expõe na biblioteca objetos históricos, como um relógio com mais de 130 anos, mas diz que a tradição está presente não só na história, mas na pedagogia jesuíta, “fundamentada em valores e práticas que atravessam séculos”.

Valdenice Minatel, diretora do Dante, também diz que os valores estruturantes seguem vivos no colégio. Ex-aluno, o dentista Flávio Costella, 69, filho de Carmen, conta que incentivou os filhos a matricular seus netos lá. “Eles mantêm o nível educacional, todos entramos em boas faculdades. Dizem que a escola é rígida, mas nunca me senti reprimido. Fui feliz aqui.”

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Enel São Paulo capacita nova geração de profissionais em energias renováveis e redes inteligentes https://www.liceuescola.com.br/enel-sao-paulo-capacita-nova-geracao-de-profissionais-em-energias-renovaveis-e-redes-inteligentes/ Fri, 11 Jul 2025 16:04:53 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=20134 Cenário Energia

10/07/2025

Mais de 500 alunos serão formados até 2025 em laboratórios criados no IFSP e no Liceu de Artes e Ofícios, com foco em tecnologias limpas, eficiência energética e Smart Grids

A transição energética brasileira ganha um importante reforço na área de formação técnica. Até o final de 2025, mais de 500 alunos devem ser capacitados em dois laboratórios de ponta voltados ao ensino prático de redes inteligentes, energias renováveis e eficiência energética, criados com apoio da Enel São Paulo. Os espaços foram implantados no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, com investimento total de R$ 2,4 milhões, provenientes do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Só em 2024, 240 estudantes já passaram pelas capacitações.

Com foco em preparar profissionais para os desafios da transformação digital e da transição energética no setor elétrico, os laboratórios representam um avanço estratégico na qualificação de mão de obra técnica. A iniciativa se insere em um contexto de crescente demanda por profissionais capacitados em tecnologias limpas, em especial nas áreas de geração distribuída, automação, eletrificação e uso eficiente da energia.

Formação prática com tecnologias de ponta

No campus do IFSP, foi instalado o Laboratório de Redes Elétricas Inteligentes, com ênfase na simulação de fluxos energéticos em sistemas de geração, transmissão e distribuição. O ambiente reproduz, de forma didática, o funcionamento de um sistema elétrico moderno, incluindo microgeração solar e eólica. O investimento de R$ 1,2 milhão permitiu a aquisição de equipamentos de última geração, que proporcionam uma formação prática com foco em Smart Grids, um dos pilares da digitalização do setor elétrico.

“Ter acesso ao laboratório de Smart Grid durante as aulas no IFSP foi uma experiência enriquecedora”, afirma Gustavo Bucci Carrascosa, ex-aluno do curso de Engenharia Elétrica.“ Os equipamentos disponíveis ampliaram meu conhecimento prático em supervisão e controle de sistemas de energia renovável, especialmente no que se refere à energia fotovoltaica. Hoje, como engenheiro, aplico esse conhecimento na elaboração de projetos para meus clientes”, destaca.

Educação técnica gratuita com foco social

O segundo espaço está localizado no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, instituição filantrópica que oferece cursos técnicos gratuitos para estudantes de baixa renda. Com o mesmo aporte de R$ 1,2 milhão, foi criado o Laboratório de Eficiência Energética e

Energias Renováveis, equipado com 12 sistemas didáticos compostos por simuladores voltados ao estudo, operação e treinamento em tecnologias limpas.

A proposta do laboratório é proporcionar aos alunos uma formação sólida em tópicos como geração solar, automação elétrica e práticas de eficiência energética. Murilo Asevedo, ex-aluno do Liceu e atualmente graduando em Engenharia Elétrica no IFSP, relata a importância do espaço em sua trajetória profissional: “Ter acesso ao laboratório foi fundamental para consolidar meus conhecimentos. A prática com sistemas de automação e geração de energia renovável criou um diferencial na minha formação e facilitou minha entrada no mercado de trabalho.”

Hoje, Murilo atua como técnico de aplicação e afirma utilizar diariamente o conhecimento adquirido durante a formação técnica. “Os conteúdos vistos no laboratório ainda são a base do que faço no meu trabalho”, completa.

Investimento em capital humano para o setor elétrico

Para Maurício Gusmão, especialista em Sustentabilidade e Eficiência Energética da Enel Brasil, os laboratórios são um exemplo concreto do impacto positivo que o investimento em educação técnica pode gerar para o setor elétrico nacional. “Com os laboratórios instalados no IFSP e no Liceu de Artes e Ofícios, estamos proporcionando aos alunos acesso a tecnologias modernas e conhecimentos práticos que serão essenciais para o mercado de trabalho”, afirma.

Segundo Gusmão, a iniciativa está alinhada à missão da Enel de impulsionar a transição energética por meio da inclusão social, inovação e educação de qualidade. “Estamos contribuindo para formar uma geração de profissionais aptos a liderar a transformação do setor elétrico brasileiro, com foco em eficiência, digitalização e sustentabilidade”, conclui.

Capacitação e sustentabilidade de mãos dadas

Com a crescente necessidade de modernização das redes elétricas, expansão das fontes renováveis e maior eficiência no uso da energia, o investimento da Enel São Paulo representa um passo importante não apenas na formação de profissionais, mas também no fortalecimento das bases técnicas e sociais da transição energética no Brasil.

A expectativa é que os laboratórios continuem impactando positivamente a formação de centenas de alunos nos próximos anos, contribuindo para um setor elétrico mais qualificado, inclusivo e preparado para os desafios da nova era energética.

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Laboratórios de energias renováveis e redes inteligentes da Enel SP vão formar mais de 500 alunos no Liceu e IFSP https://www.liceuescola.com.br/laboratorios-de-energias-renovaveis-e-redes-inteligentes-da-enel-sp-vao-formar-mais-de-500-alunos-no-liceu-e-ifsp/ Fri, 11 Jul 2025 15:57:14 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=20131 No ano passado, 240 estudantes foram capacitados; Companhia investiu R$ 2,4 milhões na implantação desses espaços;

ABC do ABC

Data: 10/07/2025 13:07

Mais de 500 alunos devem ser capacitados até o fim de 2025 nos laboratórios do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, voltados à formação técnica em redes inteligentes, energias renováveis e eficiência energética. Os dois espaços foram viabilizados pela Enel São Paulo, que investiu R$ 2,4 milhões nos projetos, em 2023, como parte do Programa de Eficiência Energética da Aneel. Em 2024, 240 alunos já passaram pela capacitação.

No IFSP, o laboratório é voltado à prática em redes elétricas inteligentes (Smart Grid) e microgeração de energia a partir de fontes renováveis, como solar e eólica. Com investimento de R$ 1,2 milhão, o espaço conta com tecnologias de ponta e permite que os alunos simulem, na prática, o fluxo de energia nas redes, com foco na eficiência energética. O ambiente reproduz etapas da geração, transmissão e distribuição de energia.

Já no Liceu, entidade filantrópica que oferece cursos técnicos gratuitos a estudantes de baixa renda, foi instalado o Laboratório de Eficiência Energética e Energias Renováveis, que conta com 12 sistemas didáticos compostos por simuladores para estudo, treinamento e operação de tecnologias limpas. O espaço também recebeu aporte de R$ 1,2 milhão.

Para Maurício Gusmão, especialista em Sustentabilidade e Eficiência Energética da Enel Brasil, a iniciativa vem contribuindo de forma concreta para o fortalecimento do setor elétrico nacional, por meio da formação de novos profissionais de qualidade. “Com os laboratórios instalados no IFSP e no Liceu de Artes e Ofícios, estamos proporcionando aos alunos acesso a tecnologias modernas e conhecimentos práticos que serão essenciais para o mercado de trabalho”, destaca.

O impacto da iniciativa reflete na trajetória de alunos como Murilo Asevedo, ex-estudante do Liceu e atualmente graduando em Engenharia Elétrica no IFSP. “Ter acesso ao laboratório foi fundamental para consolidar meus conhecimentos. A prática com sistemas de automação, eficiência energética e geração de energia renovável elevou minha formação a um outro patamar, criando um diferencial para a entrada no mercado de trabalho. Hoje, aplico no meu dia a dia tudo o que aprendi ali”, conta Murilo, que atualmente atua como técnico de aplicação.

Outro exemplo é Gustavo Bucci Carrascosa, ex-aluno do curso de Engenharia Elétrica do IFSP, que também destaca a importância da iniciativa para sua formação profissional. “Ter acesso ao laboratório de Smart Grid durante as aulas no IFSP foi uma experiência enriquecedora. Os equipamentos disponíveis ampliaram meu conhecimento prático em supervisão e controle de sistemas de energia renovável, especialmente no que se refere à energia fotovoltaica”, afirma.“Hoje, como engenheiro formado, procuro aplicar esse conhecimento em minha atuação profissional, elaborando projetos de instalações fotovoltaicas aos meus clientes”, complementa.

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Professor pode usar ChatGPT para preparar aula? https://www.liceuescola.com.br/professor-pode-usar-chatgpt-para-preparar-aula/ Fri, 23 May 2025 13:54:23 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=19522 O Estado de São Paulo

Aluna que pediu dinheiro de volta após professor da faculdade utilizar inteligência artificial para preparar a aula levantou debate sobre o tema.

Matéria publicada no Estadão em 19/05/2025

A história de uma estudante que pediu o seu dinheiro de volta após um professor da faculdade utilizar ChatGPT para fazer uma aula reacende a pergunta: é correto usar inteligência artificial na preparação de um conteúdo para ser usado em sala de aula?

Não há uma norma ou lei que regule o tema. Para especialistas em educação e tecnologia ouvidos pelo Estadão, professores podem – e até devem, para se manterem conectados com o mundo atual – utilizar o ChatGPT para preparar aulas, aprimorar atividades a serem desenvolvidas pelos alunos e ganhar agilidade em suas funções mais operacionais.

Mas esse uso precisa ser crítico e embasado no repertório humano naturalmente exigido de um professor. “Pode utilizar a IA para ajudá-lo na criação de aulas, sem que isso afete o conteúdo da aula. O conteúdo tem de passar pelo crivo do professor”, diz Elzo Brito, especialista em IA aplicada à educação no Centro Paula Souza, órgão paulista responsável pelas Etecs e pelas Fatecs.

Apesar de passarem por constantes aprimoramentos, inteligências artificiais como o ChatGPT ainda podem gerar respostas com muitos erros, principalmente porque seu banco de dados é a internet – e há bons e maus sites.

Por outro lado, já é possível pedir para que esses chats utilizem bancos de dados específicos. Assim, um professor pode, por exemplo, criar uma aula, subir este arquivo no ChatGPT e pedir para a ferramenta sugerir opções de aprimoramento ou personalização.

“O professor tem de fazer o mesmo uso dessas ferramentas que a gente espera que os alunos façam”, diz Lucas Chao, professor de Inteligência Artificial do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. “Você pode delegar para a inteligência artificial aquilo que delegaria a um estagiário. Já algo de mais fôlego precisa ser feito pelo professor.”

Benefícios do uso da IA pelo professor

Segundo Chao, todo professor tem de conhecer e se manter atualizado sobre como funciona uma ferramenta de inteligência artificial, e utilizá-la em seu dia a dia pode ser uma ótima oportunidade para isso.

“Tem de conhecer a ferramenta até mesmo para saber quais respostas ela costuma dar e identificar quando seus alunos usam a ferramenta de maneira errada, para responder a uma questão que deveria ser respondida por eles sem essa ajuda”, aponta o professor.

São pontos positivos em relação ao uso da inteligência artificial na preparação de aulas, segundo Juliana Caetano, coordenadora de Tecnologia de Educação no Instituto Vera Cruz:

  • A possibilidade de criar designs mais atrativos para apresentações, mesmo quando o professor não tem essa habilidade, nem sempre intrínseca à profissão;
  • Receber dicas de personalização dos conteúdos para cada perfil de turma e aluno, tornando as aulas mais dinâmicas, inclusivas e efetivas;
  • Ampliar as possibilidades de criação de atividades para a sala de aula, contribuindo para a criatividade do professor e o engajamento dos alunos.

“A gente faz treinamentos (nas Etecs e Fatecs) e incentiva que os professores utilizem a IA. Eu mesmo já criei diversas ferramentas para os professores criarem planos de aula, questionários. Mostrei a utilização dessas ferramentas para auxiliá-los no dia-a-dia”, afirma Brito.

Quais são os pontos de atenção?

Os especialistas apontam, no entanto, alguns cuidados e boas práticas na utilização do ChatGPT e outras inteligências artificiais por professores.

A principal delas envolve a proteção dos dados dos alunos: nunca se deve mencionar o nome completo, idade ou até o nome da escola em que trabalha, já que são plataformas abertas. Ou seja, outras pessoas podem acessar informações.

“É possível descrever os alunos em características e até dar nomes fictícios para que as ferramentas criem simulações para a sala de aula sem expor dados”, recomenda Chao.

A transparência sobre o conteúdo também ajuda a quebrar a ideia equivocada de que, pelo fato de o ChatGPT ter sido usado para fazer uma aula, tudo o que está ali é questionável.

Citar as referências bibliográficas e até mesmo explicar como a ferramenta foi utilizada na confecção do material não só aumenta a credibilidade do conteúdo, como estimula os estudantes a utilizarem a IA de forma mais responsável.

Outra dica é pesquisar sobre engenharia de prompt para aprender sobre a linguagem das inteligências artificiais e conseguir utilizar as ferramentas de maneira mais assertiva. Isso significar dar as orientações mais adequadamente para conseguir o resultado esperado.

“A inteligência humana no uso da inteligência artificial começa com um bom prompt (formulação de perguntas em linguagem de IA) e termina com uma boa revisão”, afirma Julia

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Oficina 2024 https://www.liceuescola.com.br/oficina-2024/ Thu, 24 Apr 2025 16:07:58 +0000 https://www.liceuescola.com.br/?p=19508
Oficina 2025
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